Terça-feira, 22 de Novembro de 2011

O olhar da minha avó

Sempre que vê umas escadas rolantes entre embasbacada e curiosa: "Já viste isto? Já pensaste no que pensou quem inventou isto? Devia ser um preguiçoso.. Umas escadas que rolam!"

Aos 83 anos é possível ter um olhar novo sobre o mundo e isso é uma das coisas que mais adoro nela.

Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011

Hoje enviei a seguinte mensagem:

"Esforça-te mais. Eu valho a pena."

Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

Maria Callas na mercearia

A música que me acompanhou:



O meu dia foi planeado da melhor forma. Sem o ser.
Saí para as ruas para visitar, conhecer, deambular, descobrir, fotografar.
Chegando a uma igreja no cimo de uma ladeira porque me disseram no café "Ó menina vá, que tem uma vista muito bonita sobre a cidade", encontrei-a fechada. A vista? Prédios. E mar, vá, ou não estivesse eu numa ilha. Sentado na sombreira da porta fechada, um homem de boné. Pergunto-lhe se o posso fotografar. Aceitou.


Sento-me ao pé dele e ele sentado ao pé da garrafa de vinho que já vai a meio apesar do dia ainda não. Falamos. Disto e daquilo. De álcool e do amor. Assim. Sem mais. Sem menos. Digo-lhe que tem de deixar de beber. Diz que sabe. Digo-lhe que sei que vai conseguir. Diz que não sabe. Está à espera da Rita. 20 anos mais velha que ele. Doida por ele. Rita e Roberto, "não soa bem?, pergunta. "Sim", respondo. Eventualmente, levanto-me de ao pé dele. Mas ele não se levanta de ao pé da garrafa.

Continuo a explorar esta cidade e entro numa mercearia para comprar pasta de dentes. A voz da Maria Callas chora no rádio. Ou melhor, na telefonia, que aquele objecto já não tem idade para ser rádio. Pago e pergunto à senhora se me pode ajudar. É que ando à procura do meu pediatra de quando era pequena . É amigo do meu pai mas perderam o contacto há anos. Esteve muito doente e não sabemos nada dele. Conhece o nome e acha que tem clínica "lá para cima". Sigo o braço da senhora da mercearia e deixo a Maria Callas a chorar no rádio, que é telefonia. No café, mãe, pai e filha dão-me indicações contraditórias sobre o local de trabalho do médico. Sigo as da filha (a única que tem filhos em idade de ir ao pediatra). Fiz bem.

"Trabalha cá sim! Mas só dá consulta às 4.30h", dizem-me na recepção. Decido voltar depois e procuro um jardim. Passeio entre espécies tropicais e sento-me a escrever. Regresso. Decido tentar a sorte às 15.40h. Já tinha chegado. Entro. "Lembra-se de mim?". E o ar de espanto, de quem está a procurar no arquivo da memória, dá lugar ao reconhecimento, à incredulidade. Segue-se o abraço. A conversa. E o telefonema: "Pai? Olá... Adivinhe quem eu encontrei..."

Ponta Delgada / 12 Outubro 2011

Terça-feira, 6 de Setembro de 2011

Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011

Às vezes penso...

Será que já me fartei de partir à maluca sem sítio para ficar e nem pensar que não tenho sítio para ficar? Pois, não.

No Sábado a razão para partir foi esta.

No Domingo a razão para demorar o regresso foi esta (e paralelamente a "vista do quarto" eheh)

Sexta-feira, 29 de Julho de 2011

Hoje é sexta

E eu quero disto!



e disto!


So Down featuring. Chromeo from Quentin MORETTI on Vimeo.

E ainda disto!

Terça-feira, 26 de Julho de 2011

This is me trying...



This is me thinking maybe
This is me not killing us before we exist
This is me forgetting all our pasts
This is me thinking I deserve it too
This is me letting myself go
This is me taking a leap of faith
This is me accepting
This is me not questioning
This is me living life
This is me trying… really trying

So, would you please… just... please be patient?