Arriving
Saída atribulada (e atrasada) do escritório fez com que tivesse de ser a chata que pede para passar à frente na fila do detector. Vôo impecável, chegada a Gatwick, Gatwick Express, sms a um amigo (a quinar de sono à minha espera, que isto é só gente trabalhadora que se levanta com as galinhas) a pedir para abrir a porta, frio de rachar... Finalmente em casa. Dormir rápido para não perder tempo!
Sightseeing
O que eu gosto de passear sozinha é indescritível. Apetece-me ir por aquela rua, não. Por aquela, e agora virar aqui, agora entrar nesta loja, agora ir a pé. Saí de casa (ao pé da Victoria Station) rumo ao Buckingham Palace, de seguida St. James Park até à Pal Mal, Trafalgar Square, visita obrigatória ao Nelson, e segui direitinha ao Big Ben. Atravessar a Westminster Bridge, London Eye, Queen's Walk até ao Tate onde me perdi umas horas. Do outro lado da Millenium Bridge está a St. Paul's Cathedral. E siga de metro para Picadilly: Regent Street, Carnaby Street... Horas a vaguear. Ainda houve tempo para Covent Garden, comprar t-shirts para o bro em Earlham Street e seguir de metro até Canary Wharf para ir ter com o JPP para drinks after work. É óbvio que cheguei a casa tão cansada que caí na cama ainda a horas de jantar.
Dica para raparigas que passeiem por Londres sozinhas: um dos passatempos mais divertidos é flirtar com os guardas. Lá estão eles com ar compenetrado e sisudo, a levar com centenas de flashes na tromba. Passar por ele, puxar o olhar, piscar o olho (muito discretamente) ou então dar-lhe a hipótese de um sorriso. De qualquer das formas, o mais importante é não parar para ver a reacção. Que risota!
No sábado, acordar relativamente cedo e ser convidada para brunch algures ao pé de Sloane Square (obrigada!) e depois atacar Kings Road. O grupo aumentou e o destino só podia ser Notting Hill. Subir e descer Portobello até ter fome (leia-se não querer mais compras) e ir almoçar. Depois ainda houve tempo para o JPP (rapaz muito cioso da sua aparência!) ir cortar o cabelo - tempo que aproveitei para regressar a Kings Road, só para o caso de não ter visto tudo da 1ª vez.
Clubbin'
Jantar de tugas lá em casa e estava o mote lançado para a noite. Com as preocupações e recomendações constantes de amigo-de-irmão do JPP: "esse vestido é muito curto" (Tou de leggings, por isso pode ser) ou "vê lá o que é que fazes, tás à minha responsabilidade" (Tranquilo...) ou ainda, a minha preferida "Nada de homens cá em casa, OUVISTE?" (Achas?!) a noite lá seguiu o seu curso. Como é óbvio, saímos de casa tarde (00.30h), o que em Londres se traduz por: vão ficar à porta. Seja de onde for. Lá entrámos no Chateau 6. Vodkas e bifas oxigenadas e muito R&B. Mas eu queria mais. Muito mais! Quem me censura? Para a semana tou de volta ao Lux... O JPP e restantes não queriam, mas ainda bem que uma amiga deles (porreira!) também alinhou e já dei por nós a sermos resgatadas de uma fila gigante (com + 3 amigos dela que apanhámos pelo caminho) à porta do Maddox. Copos à pala, muita dança. Só sei que largámos os amigos lá para as 4.30h e entrámos num táxi que, ao ouvir o destino, pergunta com ar curioso: "Haven't you guys had enough yet?" Resposta pronta em uníssono: "No, Fabric!" Que aqui não há meninos... (só o JPP que foi para casa há horas). Agora sim, são 6 da matina e já tou pronta para ir levar nas orelhas do João Pedro, o Protector.
Como dormir, neste caso, é nada mais do que perda de horas acordada, às 11 e tal já passeava por Oxford Street. Objectivo: O JPP comprar uns ténis XPTO que ligam ao iPod é mai não sei quê. "Já vi que isto vai demorar. Vou a Camden, já nos encontramos em casa." Siga. Camden é totalmente a minha cara. Últimas compras e... começa a nevar! Agora sim, já fiz tudo o que tinha a fazer em Londres. Posso voltar. Ir a casa a correr (é óbvio que ao fds as linhas estão em manutenção), apanhar a mochila, "bjs. Obrigada por tudo!", "Tás sempre convidada", apanhar o metro até Heathrow. Passar por paisagens deslumbrantes e sentir que sou a única a apreciar. A horda de alemãs histéricas com tiaras e plumas na cabeça não veria o pôr-do-sol roxo que vi. Foi só uma fracção de segundo, mas vi-o. Eu e um outro senhor. Ar de trabalhador cansado. Mas vi-o. Como eu. Cruzámos um olhar de entendimento, compreensão, conhecimento. Num instante, estava no avião... a recordar.
Muito e muito obrigada miúdo! És o maior anfitrião do Mundo! Em suma, és o maior! Aliás todos vocês me receberam tão bem, que só tinha vontade de ficar. Talvez noutra altura. Quem sabe?
Não podia ter desejado melhor forma de me despedir dos 26.


