quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Como é que eu me deixei ir nisto?

Ao fim de anos a contrariar a tendência de Hi5 e outros sites que tais, quando percebi que ando a perder concertos por causa desta mania, rendi-me.

Já tou no facecoiso.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

e se apanhar os semáforos encarnados...

ainda tenho tempo para esta!

Mer du Japon - Air

hoje no meu iPod a caminho de casa...

Já faltou mais!

Tony The Beat (Album Version) - The Sounds

Qual malabarista


Há dias assim. Por mais trabalho que apareça, dou conta de tudo e mais, faço-o com um sorriso na cara.

Sinto-me um malabarista no Adamastor!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

out of boredom

As minhas viagens resultam sempre de impulsos incontroláveis (e nem sempre conscientes). Normalmente, estou no trabalho, ou em casa, fartinha até ao tutano de tudo, lembro-me de uma boca/convite/desafio que alguém me dirigiu, ponho-me a vaguear na net, a pesquisar nas low costs (só na base do deixa-cá-ver-quanto-é-que-custava) e quando dou por mim... zás! Já estou a receber um mail de confirmação de uma companhia aérea!

Assim, tenho para mim que sofro de uma espécie de sonambulismo cibernáutico ou esquizofrenia informática - pelo menos esta desculpa apazigua a minha consciência e os ânimos da minha mãe.

Esta vez não foi excepção. Uns amigos convidaram, desafiaram, pediram que levasse amigas (vou ver o que é que se arranja, J.P.!) e eu sou fraca, muito fraca.

Família, este ano o meu presente de Natal para vocês todos é a minha felicidade por ir viajar de novo (ainda que para perto e por pouco tempo), boa?

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Conforto é a palavra de ordem

Venha a crise, os simulacros de sismo em Lisboa, casos de burla e branquamento de capitais, a selecção a perder por 6-2 (!) com o Brasil, que we'll always have lingerie.

Neste caso, a nova couqueluche da Victoria Secret - o estupidamente lindo Black Diamond Fantasy Miracle Bra, todo em diamantes (à venda pela módica quantia de $5 milhões). Hupf! O problema é que vestir diamantes não deve ser nada confortável. Não fora isso...

[Heidi Klum, Adriana Lima, Alessandra Ambrosia, Miranda Kerr and Marisa Miller were amidst the model who wowed at the 2008 Victoria's Secret Annual Fashion Show themed - Return to Glamour - on Saturday, November 15. Seen here Adriana Lima strutted a $5 million Black Diamond Fantasy Miracle Bra designed by jeweler Martin Katz. Photo Credit: Splash News]

Reflexo de Pavlov

Acção (o meu chefe): "Guys, don't make any major plans for the weekend."

Reacção (a minha cabeça):

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Descubri as diferenças

Aos 16:
- Passava a semana, serenamente, à espera do fim de semana;
- Andava no liceu (porque, em bom rigor, no liceu "anda-se" não se estuda) e a minha vida era regida por toques de saída e entrada;
- Lia 1 a 2 livros por semana e aos 3 ao mesmo tempo;
- Andava de jeans durante a semana e aperaltava-me toda à sexta à noite;
- O meu dia preferido para sair era sexta;
- Ia à Botica;
- Gastava balúrdios em roupa, a pensar na minha imagem aos olhos dos outros;
- Andava de autocarro; e
- Passava tardes a oscilar entre a sesta e o equivalente às Tardes da Júlia, ou o Agora Escolha (já não me lembro...).

Aos 26:
- Passo a semana, ansiosamente, à espera do fim de semana;
- Trabalho e a minha vida é regida por recepção de e-mails e toques de telefone;
- Se conseguir ler 3 livros (não técnicos) por mês é uma sorte;
- Ando toda aperaltada durante a semana e mal me contenho às sextas para calçar uns ténis;
- O dia preferido para sair é à quinta (o fruto proibido);
- Passo pela Botica, não consigo dizer que idade têm os frequentadores e ainda digo "Nunca fui assim!"
- Gasto balúrdios em lingerie, a pensar na minha imagem aos meus olhos;
- Ando a pé;
- Passo tardes a alterar entre cabecear à frente do computador devido à ausência de sesta e a trabalhar.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

No meu iPod

Tenho para mim que a música é como a fruta. Tem épocas! Os Beach Boys (para já, teriam outro nome) nunca teriam tido o sucesso que tiveram se tivessem aparecido no Inverno na Islândia.

Nestes dias de Outono, cheios de sol que não é de Verão, a caminho do trabalho de manhã, a pé, como sempre, com cheiro a fumo de castanhas assadas e a frio no ar, à espera que o sinal fique verde para os peões, tenho sempre vontade de ouvir esta música.

Slow Show - The National

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Coisinhas boas de se viver em Lisboa


Foto gamada daqui

1. Concerto esta noite de Nouvelle Vague no Campo Pequeno. Há maneira mais relaxante de entrar no fim de semana?

2. Ver o Lux com novos olhos, sem música e luzes psicadélicas, sem frases de engate escamoetadas pela penumbra, sem contornos de silhuetas que achamos que conhecemos... É uma oportunidade única! Acontece no Domingo às 17h num Magusto, com direito a castanhas e tudo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Eu cá, não me importava

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Crise? Onde?

Numa tentativa de contrariar a crise decidi ir no sábado passado à feira da ladra vender roupa. Lembro-me que isto era fácil, nos tempos de faculdade: ia-se à um edifício da C.M. Lx, pagava-se € 3 e tinha-se uma licença. Pronto! Lá íamos à nossa vidinha e brincar às feiras por um dia.

Agora, na condição de trabalhadora a coisa já não é tão óbvia. A licença é mais cara, o processo é mais demorado mas, acima de tudo, fui informada que preciso de... abrir actividade como feirante!

Será que existe uma explicação boa para a minha profissão passar a ser advogada/feirante????

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Rotinas

Hoje foi quarta-feira, dia mediano e par (e já se sabe que não gosto de coisas pares). Por isso, compenso, como todas as quartas-feiras, com jantar em casa da minha avó.
Não sei se é possível uma estructura arquitectónica ser sustida por três pilares, mas a minha vida garanto que é (os ímpares. De novo.). Ela é um deles, com todo o egoísmo que isso significa para tanta gente na minha vida. Todas as semanas descobrimos algo novo para fazer. A semana passada desencantámos um gira-discos e dançámos ao som de Otis Redding e, ao contrário dele que can't get no satisfation, I couldn't be more satisfied. Desta vez foram albúns de fotografias. A família do lado da mãe toda, retratada ao longo de um século. Olha! Este é o António, esta é minha prima - tem um olho azul e outro verde, este casou com a não-sei-quantas. A minha avó com os seus olhos verdões, linda! A minha mãe identificável em fotografias de casamento com multidões. Sai à mãe!
E vamos conversando, e rindo... muito! Não há riso mais contagiante que o dela. Toda a gente sabe. Só a invocação de uma cena caricata, leva-a às lágrimas.
Alentejana de gema, faz-me açordas e conta-me anedotas de alentejanos. Ou então adivinhas: "2 mães e 2 filhas vão à missa com 3 mantilhas"...
Naquela varanda a ver os barcos passar ouvi muitas vezes "a ribeira vai cheia" quando era pequena e disse adeus às pessoas que passam e cumprimentei o Sr. Augusto da mercearia da esquina e rimos mais um pouco. Diz-me que há uns tempos largos que não vê o Camané, seu vizinho, "Deve andar em digressão".
Levei a minha máquina fotográfica nova e tirei-lhe fotografias. Expliquei-lhe como funciona uma máquina digital, para que não deixe de ser jovem, como ela diz. Que chatice ser uma impossibilidade genealógica que possamos ter a mesma idade... Seríamos na certa, como somos, melhores amigas!
Em dias menos bons então, não há melhor cura. É só perguntar-lhe: "Ó vó! A avó é feliz?" e deliciar-me: uma gargalhada e um "atã nã havia de ser..."

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Antevisão de um fds

Gosto de reencontros. Para quem conhecer pessoas novas é uma constante, nada se compara a rever uma pessoa que conhecemos desde sempre, ou partir de fim-de-semana com aquelas pessoas com quem se tem uma amizade tão confortável como um sofá velho, do qual conhecemos as fissuras no tecido e as molas partidas mas não nos conseguimos (nem queremos) desfazer. Hoje tenho direito às duas e só isso, faz com que seja um dia bom.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O conhecimento pode ser uma coisa aterradora, especialmente o conhecimento de nós próprios. Às vezes queria ser o gato de Pessoa...