quinta-feira, 28 de abril de 2011

Porque é que eu gosto de ver futebol com a minha avó?


Ontem foi dia de Real Madrid - Barcelona, para a Liga dos Campeões. Quando cheguei a casa da minha avó,  a casa tinha sons típicos de estádio tal a altura da TV. No marcador 0-0. E ela feliz "Tá a jogar o Real Madrid e o Barcelona!" "Pois é, avó..."

Eu vou dar umas dicas para facilitar a leitura do que aí vem, senão ainda acham que ensandeci. Ora bem, antes de mais é preciso ver que a minha avó vê futebol imbuída do mesmo espírito com que vê a telenovela ou um filme do Van Damme ou do Steven Seagal (os seus actores preferidos). Ou seja, o importante, acima de tudo, é o jogador que tem a bola nos pés conseguir fugir dos outros "maus" que vêm atrás dele, nem que para isso, tenha de agarrar na bola, metê-la debaixo do braço e sprintar pela bancada acima (se eu visse uma besta como o Emmanuel Adebayor a correr na minha direcção com ar de quem ficou sem travões, provavelmente daria razão e compreensão à minha avó). É assim uma espécie de apanhada, em que a bola é uma distracção. Por outro lado, homens feitos, agarrados às canelas, a rebolar-se no chão são "mariquinhas". É-lhe um bocado indiferente quem ganha, quer é golos. Agora, vamos aos nomes. Porque a minha avó conhece-os a todos, sabe as caras e os clubes que os disputam, mas tem uma convocatória só dela. E nem sempre fácil de interpretar. Então é assim:

O "Celso": é o Messi (também por vezes referido como o "melhor", na frase "o Cristiano é bom, o Celso é melhor").
O "Casinhas", "Bastinhas" ou "Castilhas" ou "lá o que é": qualquer um destes nomes refere-se ao Casillas.
O "Meu Vizinho, Que Agora Já Não É, só o Aimãe (Aimar) e o Cardozo", ou simplesmente "O Que Era Meu Vizinho": Di Maria.
O "Nosso": Cristiano Ronaldo.
O "Mau" ou "Aquele Bruto": Emmanuel Adebayor (não me perguntem porquê, porque não faço ideia mas neste caso não dá para dizer só o apelido... Para mim, é como o João Pinto).

Ok, agora já posso descrever uma conversa:

Avó: "Isto hoje não está a correr muito bem ao Nosso. O Celso ainda vai marcar..."
Eu: "Pois... Se calhar..."

Avó (na sequência de imagens que mostravam o Mourinho, já expulso, a gatafunhar a táctica a que se viu obrigado na sequência da expulsão do Pepe): "Já não falas? Escreve... escreve... Tá pior que estragado, olha para aquilo".
Eu: ...humm...

Avó: Este Celso é mesmo parecido com um rapaz aqui da rua... 
Eu: Pois...
Avó: É que tem o mesmo nariz de picanço e olhos pequeninos!
Eu: [...]

Avó (ao 1º golo): Eu não disse que o Celso hoje estava danado?!! 
Eu: [tinha ido buscar água, ou assim.]

Avó: "Nunca mais vi aquele rapaz... É que é mesmo parecido..."
Eu: [...]

Avó (para o Di Maria): "Tás armado em mariquinhas?"

Avó : "Olha! Olha! Vai! Foge! Atrás de ti! Golo!
Eu: [sem palavras, a acompanhar o 2º golo do Messi]
Avó: Tu viste? Por isso é que ele é Melhor que o Nosso!

Avó (ao ver a chapadão que o Adebayor pregou no Busquets): "Pimba! Aquele bruto acertou logo em 2."
Eu: Ó vó, aquilo é a repetição...

Avó (a tentar saber quantos minutos de compensação): "24 minutos??!!!!!"
Eu: Ó vó aquilo é uma substituição... 

No fim do jogo.

Avó: Pronto! Vens cá na terça-feira para a 2ª "volta"? 
Eu: Claro!

Tenho a certeza de que todo o diálogo teria sido exactamente igual se eu não estivesse lá. Mas terça-feira, lá estarei!

terça-feira, 29 de março de 2011

As coisas que me passam pela cabeça

Ao passar pelo largo Camões no sábado à noite, veio-me à cabeça uma dúvida antiga:

Se os polícias têm como objectivo (hipoteticamente, vá) perseguir ladrões, porque é que não usam ténis?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Tic-tac... Tic-tac....


Nota: Eu não discrimino. Por norma.... Mas, quem não reconhecer imediatamente esta capa de cd, ou pior... tiver de ir googlar "Nirvana"... Fica banido... Vá, fica quase banido deste blog, mas vão-se educar!!!

terça-feira, 22 de março de 2011

Vá, agora a sério!

Mas quem é que inventa os nomes para as ofensivas militares no Médio Oriente? A sério. Tempestade no Deserto... Odisseia ao Amanhecer...

Isto ou é poeta, ou militar gay não-assumido...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Who wants to live forever

Hoje, em trabalho, fui à ante-estreia dum espectáculo de dança à Associação Cultural Menina dos Meus Olhos (quem não conhece, descubra!). Chama-se Peça Portátil e estará no CCB lá para Maio.

No folheto que me entregam à entrada lê-se : Duas idades. A do corpo e a da mente. A tua e a minha. Dois tempos: o Hoje (que já é quase Ontem) e o Amanhã (que não sabemos se chegará a ser Hoje). E uma fragilidade que não tem idade: a de precisarmos uns dos outros para podermos ser nós.
Esta é uma peça inspirada no envelhecimento como parte do ciclo da vida, que nunca cessa. Inspirada também na população idosa e no que esta, hoje em dia, tem de mais forte: a sua incontornável e dominante presença.
Porque todos querem viver para sempre, mas ninguém quer ser chamado de velho.

Comecei a ver o corropio dos assentos, notando uma "incontornável e dominante presença de população idosa". Alheei-me do espectáculo... Não completamente. Só o suficiente para observar a assistência... Os velhos. Sinceramente, não vislumbro porque "idosos" pode ser melhor do que velhos. Não é o que são? Na minha boca e na minha mente não tem um sentido depreciativo. Porque hei-de trocar a palavra por "idosos"? Quanto muito por "sábios"...

E, olhando à volta, entrei no seu mundo. À minha esquerda uma velhinha-miúda, daquelas franzinas, com os olhos muito vivos e brilhantes que, de 5 em 5 min, ausentava-se da sala acometida por ataques de tosse. Outra... Demasiado arranjada. Metade de mim a arrastar um casaco de peles e com uma bandolete de pérolas a enfeitar o cabelo ralo. Não consegue ver nada da peça. "Que desperdício", pensa "Arranjei-me eu para isto", sabendo que ainda assim é melhor do que a alternativa.  Levanta-se e vai-se sentar na ponta oposta, sem visibilidade nenhuma, de costas para o palco aliás. Senta-se num sofá vintaje de veludo cor de vinho e analisa o conteúdo da carteira. Conta notas. Depois moedas. Depois as notas de novo. E ainda as moedas. Miudezas.

À minha frente dispara um telemóvel. A dona, num misto de vergonha e atrapalhação, murmura irritada mais para si do que para quem a pudesse ouvir: "Esqueci-me de desligar isto!" Finalmente os dedos trôpegos impõem-se às teclas pequenas do telemóvel e... silêncio. A senhora a rezar pelo buraco que não surge. Passado um bocado, outro telemóvel. A senhora envergonhada a rezar pelo buraco que não surgiu, dá lugar à senhora ufana de satisfação por não ser a única. Mesquinhice.

Li, há muitos anos, num livro chamado Lágrimas sobre a Babilónia algo sobre a incapacidade dos EUA de resolver o conflito do Médio Oriente. Era mais ou menos assim: "Nunca os EUA, país com cerca de 200 anos e sem história, vão compreender uma cultura na qual duas famílias estejam zangada há 15.000 anos porque uma roubou à outra uma cabra". E penso que, se calhar, devíamos mandar velhos para o Médio Oriente resolver o conflito. Miudezas e mesquinhice. Eles iam entender.

Olho em frente para um mar de cabeças de prata, de costas para mim. Encostados à parede, bengalas, andarilhos, muletas. Será que quando somos velhos, por uma questão de equilíbrio das coisas, à custa de perder a capacidade motora, ganhamos outra, por exemplo intelectual? Como acontece aos cegos que ouvem melhor...

Silêncio. E tento concentrar-me na peça outra vez. 2 mulheres cobertas com um pano castanho, gritam: "Eu não sou um sofá!" em vários tons e entoações.

Cof cof... Um senhor três filas à minha frente tosse. De repente, outro. Depois, outra. e arrasta-se uma sinfonia de tosses. De repente, atinge-me: "Parecem crianças a chamar a atenção!"

É isso. Crianças. Saímos deste mundo como entramos, mas mais sábios. Crianças sábias. E eu, olhando para aquele mar de cabeças de prata e sabendo o quanto adoro a minha avó e a importância que ela tem na minha vida e em mim, não posso deixar de lamentar profundamente que nem toda a gente saia deste mundo tão amada e tão querida como provavelmente entrou.

Há dias...



Hoje foi daqueles dias em que me vesti a dançar ao som desta música (ou de outra do género), com a escova do cabelo a fazer de microfone em frente ao espelho.

E soube bem!

Mais tarde, saí de casa para ir ter com uma amiga que me ia apanhar à esquina. Ainda na minha rua distraída a ouvir iPod (esta música ou outra do género) devia ir a sorrir (por dentro ia de certeza).

De repente, vejo um carro que pára "em plena faixa de rodagem" (como diria o Código da Estrada) e um homem a dizer-me qualquer coisa. Conheço-o?, Não, acho que não. Convencida que era um pedido de indicações, tiro um phone e o homem (bem giro) a falar. Apanho um enfático "...uita gira, com pinta..." [Começam a buzinar atrás] "Olha, de parar o trânsito!" Não contive a gargalhava (nem queria). E de volta à carga: "A sério, não te vás embora!" [E ou os outros pobres a buzinar] "Sou o João, como é que te chamas?"

Adoro a Primavera!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Alma gémea

Noutras andanças da blogosfera, afirmei que tinha descoberto que tinha várias almas gémeas. Algumas conheço há muito tempo, outros permanecem mais ou menos desconhecidos, mas nunca estranhos. Há uma que é a excepção. Não o conheço há muito, não é desconhecido nem estranho. Embora a geografia agora nos separe há muito (demasiado!) tempo. Entre a minha viagem e a dele não nos vamos ver um total de 18 meses. Neste caso, um pequeníssimo detalhe. Nada mais.

Há sempre um espaço para ti na minha lembrança. E por lembrança quero dizer aquele sprint mental que o cérebro por vezes faz sem autorização. Aquele "onde andará o...", "o que estará a fazer a..." ou " o que será feito do..." que vem do nada e leva a nada, que vem sem pedido e nos deixa sem resposta. A lembrança! Conceito completamente diferente da memória, da obrigação, do dever ou da intenção. A lembrança!

Foi de mansinho, devagar-devagarinho, sem eu me aperceber para não me assustar, que vieste para perto, como vejo os leões fazerem às gazelas nos programas do National Geographic. E, confesso, não houve dúvidas, reservas (mentais ou linguísticas), hesitações, faux pas... Quando te vi pela primeira vez, já te conhecia. Pior! Já tinha deixado que me conhecesses. Sem volta a dar, sem remédio, sem marcha-atrás que entrasse. E, estranhamente para mim, ainda assim continuaram a não existir as dúvidas, reservas, hesitações ou faux pas. Só um conforto imenso, pela noção de que, contigo, não têm de existir.

Porque tu fazes o que eu faço. Compreendes o que eu faço e porque o faço. Não questionas o desvio à normalidade, na minha presença ou em voz baixa, para ti. Na tua ausência, reli-nos uma, outra e outra vez. Só para mim, sem comentários. E acompanho-te virtualmente para te poder localizar geograficamente. Para te ver na minha cabeça. E para te ver a alma. E medir a sua expansão. E digo-te "guarda bem cheiros, memórias triviais e montras de lojas" porque não te vou poder ajudar a relembrar lugares nos próximos tempos, como tens feito por mim. E espero que me ouças. Sei que me ouves. É a tua "lembrança" de mim a sprintar. Sabias? Aposto que ainda não tinhas verbalizado isto. Pois é...

E por isso, minha querida "alma gémea das viagens" (como tu tão bem puseste, mas não conceptualizaste de igual modo - é que não são só viagens físicas, são também mentais), vai! Anda! Vai lá ao teu sonho e agarra-te a ele com ganas de quem suga o tutano à vida. Vai para o ponto mais a sul possível para longe de mim só para voltares mais! Cheio, inteiro, uno... MAIS!

Vai! A sério! God speed.
Podes ir que eu fico. E... no fundo, tu também... na lembrança.

Fui ver o discurso do rei

e só não cortei os pulsos porque não há objectos pontiagudos nas salas de cinema.

Colin Firth irrepreensível, concedo. Até Geoffrey Rush... Agora... 12 nomeações???!!! Come on!!!

Mas temos de vos explicar tudo?

Diálogo entre Jonnhy Depp e Angelina Jolie no Turista:
  
Elise: Invite me to dinner, Frank? 
Frank Taylor: What? 
Elise: [gives him a look] 
Frank Taylor: Would you like to have dinner? 
Elise: Women don't like questions. 
Frank Taylor: Join me for dinner. 
Elise: Too demanding. 
Frank Taylor: Join me for dinner? 
Elise: Another question. 
Frank Taylor: [thinks for a moment] I'm having dinner, if you'd care to join me. 
Elise: [smiles at him] 


E isto, entre outras coisas, pôs-me a pensar... Os homens andaram demasiado tempo durante os "vintes" iniciais a  deslumbrar-se com a fauna do Docks e estabelecimentos que tais. A, noutras palavras, "ir às Cláudias" (que identifica um género e não uma ou várias pessoas) e agora, mais perto dos "trintas", observo e só vejo uma de duas coisas: 


ou homens que se comportam como verdadeiros neandertais, que já não sabem a diferença entre umas mulheres e outras e, portanto, faltam ao respeito a todas; ou


homens que reconhecem a diferença e, portanto, se comportam como elefantes em lojas de porcelana e nunca sabem dizer a coisa certa (ou até a menos errada, vá). 


E isto faz-me perder a esperança de um dia algum homem vir a conhecer-me com a mesma distracção e método com que desfio um croissant antes de o comer - uma das minhas muitas manias, que não são defeito, são feitio!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Alguém aqui está baralhado

Acabei de ser convidada para jantar por um desconhecido claramente gay. Nem sei como interpretar...

Seriously?

The Streets vão acabar...
White Stripes vão acabar...
LCD Soundsystem vão acabar...

Os Gorilaz não.

O saldo continua negativo! Mais alguém?

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Tou de rastos...

Spoiler - Quem ainda não viu este filme e não quer saber nada não veja este video.


Acabei de ver o Black Swan e... Que obra prima! Mais do que dividir os filmes em "Gostei" e "Não gostei", divido-os em "Mexeu comigo" ou "Não me disse nada" e este filme abalou-me, perturbou-me de uma maneira que só o posso classificar como Obra Prima. Se gostei... Na verdade, não. Normalmente gostamos de experiências agradáveis, que nos fazem sentir bem e ninguém no seu perfeito juízo pode dizer que é agradável. Agora, coisa diferente é se me afectou. E isso sim. Não é um filme fácil, mesmo na categoria dos filmes difíceis. A Natalie Portman é simultaneamente boa actriz e boa bailarina, o que faz dela uma óptima actriz. Tem todos os ingredientes que fazem, para mim, uma obra prima: uma boa performance, um dark side, algo que nos faz, enquanto espectadores, ultrapassar os limites da razão para atingir a compreensão plena, uma banda sonora do caraças e uma cena memorável, que ficará para a história do cinema. Sem dúvida! Que cena! Que papel! Que filme!

Feliz dia dos namorados

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Medida da passagem do tempo

Hoje apercebi-me que se fosse jogador de futebol, já só era vendida por cerca de 1,5/2 milhões... E provavelmente para o olhanense acabar a carreira na Miami cá do sítio!!!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Está na hora...

de voltar! Não fisicamente que já tinha chegado, mas com a mente a acompanhar o corpo. Dia 3 fiz 29 anos, dia 4 o Atrás da Lua fez 4 anos e dia 8 fez 1 ano que parti.
Pronto... Finalmente estou pronta para voltar, por enquanto, pelo menos.

Olho para trás, para o passado mais recente e vejo o que mudou. Estava a trabalhar como advogada de financeiro num grande escritório. Já não estou. Esse tempo acabou. Não soube logo o que queria fazer. Mas sabia o que não queria. Desperdiçar a vida, o que, no meu caso, seria ter ficado no escritório . Tive simultaneamente a humildade e ambição de perceber que o meu sonho era concretizável, estava à distância do desejo e da determinação. E pus as mãos à obra, os pés ao caminho. 

Agora trabalho em responsabilidade social, na instituição que sempre quis. E sou um pouco mais feliz.

Num plano pessoal, estou mais consciente de mim. Tenho tudo mais claro à minha volta. Sei o que é importante e quem é importante na minha vida. Agora jogo ténis com o meu pai, e abraço-o de quando em vez, porque tenho medo de um dia querer fazê-lo e não poder. Não o quero desperdiçar. Tento "estar" no lugar onde estou a cada momento e só estou onde quero. Já não sou tão "durona", mas continuo a não gostar de falar de mim. Por isso mesmo, este blog continua a ter uma razão de ser. 

Escrevi um livro, talvez o publique. Montei um projecto de fotografia, que corre bem, para acalmar a paixão.

Mantenho contacto com amigos novos e mantenho na mente aqueles que vivem em locais tão remotos, que são impossíveis de contactar.

Interessei-me por astrofísica e ando a descobri-la. 

Sinto mais o chão debaixo de mim, ocupo mais espaço no mundo. E o espaço que ocupo é de maior qualidade. Deixei de ter medo de nunca estar bem em lado nenhum, de querer sempre mais e mais e mais... Deixei de ter medo de nunca estar satisfeita. Dividi a insatisfação em bocadinho e atendo um de cada vez. Agora é Portugal, trabalho, o blog etc. As viagens voltarão e na altura atenderei ao chamado. 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Há tempos para falar e tempos para escutar

Os últimos têm sido de escuta. De mim, dos outros, do Mundo. Há alturas em que não passo sem escrever, outras em que não me apetece mesmo. Mesmo! Não significa que já não queira mais este blog. Não significa que a escrita já não me dê prazer. Alguns disseram-me em tom reprovador-preocupados-cobrador "Nunca mais escreveste." Bem sei que provavelmente vos dei a ideia errada de que o fazia por vocês. Mas não, caros. Espero que esse pequeno detalhe não vos impeça de ler. Eu aprendo com a vossa leitura. Mas este blog não sobrevive por o escutarem. Sobrevive porque eu quero falar.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O meu Pai não é o Bruno Aleixo... Mas podia ser.

Eu: "Pai, tenho uma camisola beje no meu carro. É sua?"
Pai: "Beje? Não. Mas não sei de uma verde-seco."

Dias depois, no meu carro
Eu: "Esta! (passando-lhe para as mãos uma camisola beje, café-com-leite, creme, whatever) Não é sua?"
Pai. "Pois... verde-seco!"

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Achievement

Puto, hoje fazes 21 anos...
E o que é que isso te traz de novo?
Assim de repente... Ah! Já Atingiste a idade mínima legal para beber em qualquer país do mundo...

Parabéns!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Coisas que me tiram no sério...

beijinhos de cumprimento dados com pescoços a serem firmemente agarrados. E depois, ajo como uma atrasada mental, não é? Talvez para a próxima che.